Éder Guerra¹ 

1. Médico gastroenterologista do Hospital São José

As FTE ou FBE em pacientes com aids são eventos raros e têm com agentes etiológicos M. tuberculosis, M. avium-intracellulare, Candida, Nocardia, CMV e herpes simples. Suas consequências são aspiração contínua, sépsis e insuficiência respiratória. Embora possa ocorrer em paciente com boas condições de imunidade, na maioria dos casos acomete pacientes com doença avançada, sinalizando mau prognóstico. Nessas condições, as opções de tratamento são paliativas e envolve a colocação de próteses traqueal, brônquica ou esofágica, com potenciais complicações como a formação de tampão de muco, tecido de granulação, migração e perfuração.1,

 

Em pacientes com boas condições clínicas, a cirurgia pode ser uma opção, com fechamento orificial esofágico primário e possível ressecção de segmento traqueal de acordo com o comprometimento. Em grandes orifícios, pode ser usado uma matriz regenerativa (alloderm) e, em casos extremos, esofagectomia. Complicações são evitadas com elevação da cabeça do paciente no leito, drenagem contínua das secreções, drenagem gástrica por ostomia e inserção de tubo de jejunostomia.3,4

 

Referências

  1. Asian Cardiovascular & Thoracic Annals 2017, Vol. 25(3) 226–228. Clinical InfectiousDiseases1996;22:581 

  2. Ann Thorac Surg 1995;60:440-2 

  3. Ann Thorac Surg 2009;88:1018–9 

  4. AIDS 2007, Vol 21 No 18 :2261